06/05/10

Num quarto fechado, pensa-se e deixa de fazer sentido o que é coerente. Tudo o que nos trama é abstracto. Apesar de existir no seu perfeito juízo, desencadeia uma variada explosão de contradições. Esmagam. Enfraquecem. Enquanto é tempo fico-me por ti. Pelos outros já chega de pensar, é a nossa vez. Talvez seja egocêntrico deixar o resto, mas o que se tem mantém-se, o que se perde é por obra de quem escolhe uma coisa ou outra, é responsabilidade minha ou sabe-se lá senão de outrem. Mais tarde, eu própria me encarregarei de tratar do que não foi tratado em emissão numa corrida contra os entusiastas. Um encosto confortável. Chama na hora, ouve no momento, sente o instantâneo mesmo sendo a primeira vez na vida que uma coisa está nas mãos de quem vê isto e foge. Dei-me por acordada, reluzente a este vazio que me moía dia e noite. Orgulho de parte. Preciso de ti. Como é do conhecimento de quem vive este tipo de cenas emocionais, quando se confronta com a perda, a luz acende, queima e por muito apagada volta ao ataque. Era isto que acontecia. Muitas vezes os medos fazem parte, porque o presente é curto e o que se segue muito mais é. Esquecemos isso. Do outro lado, onde uma imagem vale por muito contratempos, sorriso bem aberto. Faz força. Os percursos acompanham-se onde a ferida é tapada por um outro seguimento de história. Por muito que seja falado, desejado, confuso, incerto, um pouco vago e de difícil compreensão acho que a definição de tudo o que está no oposto das situações são testes, feitos à primeira impressão que se tira. Daqui retiro várias conclusões, são segundas fragilidades e uma oportunidade. Depois de muito falhanço a nível de imensas atitudes pressupostas numa visão desconhecida é permanente o sentimento que não parte. Antes de seguir em frente, deixa-se o sofrimento ser opcional. Não somos capazes. Não enfrentamos. Só e exclusivamente vivemos para nos vermos a acordar e adormecer, mais dia menos dia. Entra o que é concreto, vendo-se num abraço a dois. Há-de chegar o momento.

4 comentários:

  1. Se assim escreves, ainda vais perceber melhor do que escreves quando leres o livro que ando a ler :)
    Vais adorar.
    Mais uma vez não me importo de ler destas coisas :)

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