06/07/10

Vejo-te entre dois olhos mal mortos. E ainda assim preciso de os esfregar. Uma decapitação que está fora e salta de dentro e ama-se. Quem merece o pior não são os fracos que largam a força. Porque as coisas ínfimas trocam-se no pentear, no desmembrar do que é o profundo. E lá de longe fala-se que ela o deixou. Que ele a maltratou. Onde o sol dorme com o dia e a noite faz calor com a dança. Depois vem a bebida e a droga. O fomento que dá energia. Para lá, de seguida, em que os dias não são cinzentos mas são moles que nem ela e ele que por detrás daquela brutidão mal aprendida só sobram restos. Coisas mal feitas. Não sei. Ninguém sabe. Ou melhor, é mais fácil maldizer que as palavras tomam rumo a rumores do que escrever que facilitar a vida de ganhadores de aparência dolorosa, perde-se. E o tempo ? Esse acumula novos amigos, que lhe trazem o desgosto de quem já não se tem. De copo cheio ? O meu ficou vazio. Lábios secos, pele desgastada, sorriso amarelado e muitos outros dedos entrelaçados naquele e naquela. Sofrer por sofrer.

7 comentários:

  1. oh diacho. já n ficava confusa c os teus textos há demasiado tempo..

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  2. já percebi, noites deliciosas nué?

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  3. "sofrer por sofrer" ás vezes é assim !

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  4. amo amo amo amo ameiiii ! texto lindo lindo lindo *.*

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  5. adorei o texto, adoro o blog, :3
    segui*

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