16/05/10

É estúpido circular e andar na volta dos, estás bem e não estás. É uma correria altamente cruel às nossas próprias leis de segundos no misturar de línguas. Já não falamos a mesma fala, os gestos pressupõem-se em enganos desfeitos. Talvez já nem tento saber porque é que quando uma coisa corre bem vêm trinta que correm mal. Dá cabo do sistema. Vejo o sangue a secar. A coragem congela, a habilidade dos actos. Estou fraca. Sem pedal possível que aguente e tenha uma boa visão do futuro. Ora, bolas.
Porque é que já estou tão habituada a isto ?
Coisas de amor ? Se o amor fosse outra coisa, não perderia tanto tempo a massacrar-me e a fazer com que existissem coisas mortas. Até lá espero que não me escapes enquanto te quero tanto.
Coisas de amizade ? Talvez a ingratidão seja o que mais dói, porque quando lembramos do que fazemos e é deitado fora, não é recompensado por pequenas outras pequenas certas atitudes os olhos fecham-se e cá dentro, suporta-se tudo. O orgulho é a defesa.
Coisas de parentes ? É de sangue é para sempre. Se eu mandasse mudava de pessoa agora, já. Dava lugar a quem merece continuar a viver nesta profunda luta de muito ganho e perda. Não é justo, não é justo que o tempo force e seja uma bomba relógio e não sabemos quando vai disparar. Continuo a olhar por ti, enquanto puderes olhar por mim.
No meio deste vaguear de corroer o corpo em alma cheia, termino num ultra-apreendedor acumular de forças.

6 comentários:

  1. "Talvez já nem tento saber porque é que quando uma coisa corre bem vêm trinta que correm mal"

    és tu e eu.

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  2. adoro este , esreves tão bem *

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  3. Mais uma vez em altas.
    Sabes é assim mesmo, acumula forças :)

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