Cada vez mais, torna-se insuportável ver os dias a passar, sem ti. Avizinha-se, a semana mais longa desde que te conheço e mesmo que não partilhássemos as nossas coisas cá, eu sentia-te por perto, através daqui. Vou ter saudades tuas mas, era assim que tinha de ser e assim o é.
Faz uma boa viagem,
e lembra-te que estejas onde estiveres, não te esqueças, a telepatia, gosto muito de ti (meu mundo)
03/04/10
Quando passamos sem o mais previsível do que comandamos, para as coisas se tornarem ao nosso jeito tudo é mais fácil. Um dia destes, quando ganhar coragem para te dizer, todas as formas de emoções que existe enquanto estás lá do outro lado da pessoa que julgas ter na mão, eu digo. É aí que tu entras, numa personagem sumidamente obscura e inocente, com uma maneira devoradora de se interpretar o pensamento vago que vagueia por entre essa única expressão, de muitas. Coloca-te no meio da questão; e pergunta-te se alguma vez te tinham mudado assim os dias, se alguma vez esperas-te que alguém esperasse por ti até ao fim. Não pois não ? Chega a um ponto, em que te encontro dentro de quatro paredes brancas pintadas por um vazio assustador e começas a matutar, no que és no presente. Como fomos capazes de nos tornar isto ? De termos a incapacidade de deixar o que era nosso numa coisa escondida, sem regresso inesperado. Em troca, guardei tudo em demasia, até os restos dos poucos dos nossos dias, das poucas das nossas noites. Não é, por acaso que existimos em pleno instante de uma coisa qualquer, de um nome propicio a mais dois porquês. Vais dizer que nunca mais te lembras-te ? Que apagas-te tantas outras coisas de que não te esqueces-te ? Mais vale o silêncio, não é mesmo assim ? Foi vingativo esse autêntico tempo, dessa aventura meia diabólica, meia perigosa. Transparece a um antes-de-ser-ontem. Por muita vontade, os instintos foram teus, as primeiras palavras foram tuas, mas os primeiros pensamentos.. esses tão inesperados foram meus, sim. Como é que era o fim disto ? Queria eu, não saber mas o teu pedaço de desleixo veio. E é uma bola redonda em que tentas brincar com ela mas não te chega ás mãos. A insuficiência se é isto ou aquilo que queres, não o sabes, apenas tens a depender de ti o destino de uma pessoa, que te promete o possível e o impossível que esta global vila tem. No fundo, quase nada do que te possa dizer é brutalmente uma realidade. A verdade não são as palavras, nem os gestos, nem o brilho nos olhos, os muitos e tantos pensamentos de manhã até ao deitar e muito menos esta frase ‘’o tempo cura tudo”. Mais de metade, são segredos, o restante mal sabes o que é. Juro, que tento retirar o que não foi bom de viver ou guardar.
Agora, transforma e censura essa maneira que me ensinas-te a sobreviver sem ti.
O meu relógio aponta: 4h00 da madrugada e se me perguntarem, neste preciso momento quantas voltas já dei na cama num espaço de três horas, muito verdadeiramente, não sei. Nem mais, nem menos.
Ainda assim, desconheço, o sentido tão falado como forma de pegar no sono, consistindo em fixar-me numa pessoa, imaginar-me bem, num cenário que dá gosto ver. Com toda a minha irónica admiração comigo não resulta e sem margem de dúvida foi uma tentativa muito bem falhada, tecnicamente testando. Muito ardor.
Tenho a vista a arder, o corpo adormecido, e a cabeça noutro lugar. Não se sente.
Passado mais de cinquenta vezes, de ter visto e revisto o teu facebook a pente fino, um clic aqui mais outro ali, deu-me uma vontade enorme de te poder dizer o que nunca te disse.. vendo bem ainda é muito.
No entanto, deixarei para um dia mais tarde, se ainda for tempo de acordar a horas, de adormecer na conversa contigo, de perder o pegajoso orgulho.
Vou-me enrolar de novo nos lençóis, até que o sono se designe a chegar:''mas, não te demores, que se faz tarde''.
02/04/10
Calafrios, de calor, um apertão gelado e: caímos. De relance, é uma queda conjunta, e a nossa desorientada fasquia sobressai. O que de muito poderíamos fazer, escapa-nos. São acusações sem fundamentos, confrontações sem relevância, um rodopio descomunal. Só te poderei dizer, nesta altura, onde todas as coisas se atravessam à nossa frente, que a principal escolha, é a libertação que nos amarra. Um obrigado, adeus ? Apenas te deixo, com as maiores das saudades, e pensa: o limiar da loucura insere-se na transparência que nos aflige. Em dia algum, irás tornar-te menos que isso. É de pessoas como tu que o mundo deveria estar cheio. A sombra que nos mata por fora, não desfalece o sentimento que está por dentro. De todo, é impossível chegarmos ao alcance de alguém.
01/04/10
mensagem recebida:''um dia vamos acabar juntos''
Dou por aberto a fase infernal que vai ser arrancar-te cá para fora, enquanto me deixas ir.
Sem me esquecer de: ''togheter all the while'', quer nós queiramos quer não!
Recuando umas dezenas de dias atrás. Uma noite meia embriagada, uns copos no chão, um banco e duas pessoas desconhecidas na conversa. Ligadas por dois amigos opostos, ás 4h da manhã em plena rua a fazer-se sabe-se lá o quê, é do destino. Revendo tudo, parece coisa de filme.
Hoje, somos completamente vidrados na presença comum diária, um do outro. Só se ouvem pausas, o nosso trajecto foi feito disto. És o causador deste meu isolamento após o teu aparecimento na minha vida. Foi a de muitas gostas de água. Um pedido muito simples ? Odeia-me, despreza-me com toda essa tua força extraordinária que só tu tens.